Como funciona o H-index da Scopus?

Como funciona o H-index da Scopus?

Avaliar a produtividade e o impacto científico de um pesquisador é uma questão sine qua non ao longo de toda a carreira acadêmica, seja no âmbito individual, em equipes de pesquisa ou até em organizações. Com o objetivo de mensurar a produção científica e o impacto gerado por ela, em 2005, Jorge Hirsch propôs o índice de Hirsch, mais conhecido como H-index ou índice-H. Esse indicador é construído com base no número de publicações de um pesquisador e na quantidade de citações que essas publicações recebem.

Amplamente adotado devido à sua aplicabilidade universal, o índice-H é utilizado na classificação acadêmica de pesquisadores e instituições de ensino superior. Trata-se, portanto, de uma métrica que combina produtividade e impacto científico: enquanto o número de publicações reflete a produtividade, o impacto é medido pelo volume de citações recebidas.

O índice-H é hoje o parâmetro mais comum e reconhecido para estimar a atividade científica de um pesquisador. Embora o número total de citações também seja valorizado no meio acadêmico e, por vezes, utilizado por organizações específicas, o índice-H consolidou-se como o indicador de avaliação mais relevante.

Por que o H-index é um indicador essencial na avaliação científica?

O H-index é amplamente utilizado para medir o impacto e a relevância da produção científica de um pesquisador. Ele permite avaliar não apenas a quantidade de publicações, mas também sua influência, possibilitando comparações mais equilibradas entre pesquisadores e docentes dentro de seus respectivos campos de atuação.

Por esse motivo, o H-index tornou-se um parâmetro decisivo em diversos processos acadêmicos. Autoridades e comitês de avaliação frequentemente o utilizam para embasar decisões importantes, como contratação de docentes, promoção na carreira, concessão de bolsas e aprovação de financiamentos.

Além disso, pesquisadores com H-index elevado tendem a obter maior reconhecimento na comunidade científica, sendo frequentemente convidados a atuar como revisores ou pareceristas em periódicos e conselhos editoriais.

Outro aspecto relevante é o papel do H-index na avaliação contínua da trajetória científica. A evolução — ou estagnação — do índice pode indicar se o pesquisador está progredindo conforme o esperado em sua área ou se é necessário reavaliar estratégias, temas de pesquisa ou a escolha dos periódicos para publicação. Em outras palavras, um H-index considerado insuficiente pode servir como um sinal para redirecionar esforços e priorizar produções com maior potencial de impacto. 

Como o H-index é calculado e interpretado na base Scopus? 

O H-index avalia simultaneamente a produtividade e o impacto de um pesquisador com base nas citações de seus trabalhos. Um autor com H-index 10, por exemplo, possui pelo menos dez artigos que receberam, cada um, no mínimo dez citações. Diferentemente de métricas que consideram apenas o total de publicações ou o número absoluto de citações, o H-index oferece uma medida mais equilibrada, pois exige consistência no impacto dos artigos, evitando distorções causadas por um único trabalho altamente citado.

Na Scopus, o H-index é calculado automaticamente a partir das publicações indexadas na base, seguindo uma lógica simples e transparente:

  • Ordenação das publicações:  todas as publicações do autor são organizadas em ordem decrescente de acordo com o número de citações recebidas.
  • Comparação entre posição e citações: percorre-se a lista comparando a posição de cada artigo com o número de citações correspondentes.
  • Determinação do índice: o H-index corresponde ao ponto em que o número da posição do artigo é igual ou inferior ao número de citações.
    • Exemplo: se o décimo artigo possui dez ou mais citações, mas o décimo primeiro tem nove ou menos, o H-index do autor é 10.

A Scopus exibe automaticamente esse índice no perfil do autor, juntamente com informações como número total de documentos, citações e métricas derivadas.

Como interpretar o H-index da Scopus?

Amplamente utilizado em processos de avaliação acadêmica e por agências de fomento, o H-index oferece uma visão equilibrada entre produtividade científica e impacto das publicações. Sua interpretação envolve considerar:

  • Relevância e influência: um H-index mais elevado indica que o pesquisador possui um conjunto expressivo de trabalhos reconhecidos pela comunidade científica.
  • Equilíbrio entre quantidade e impacto: a métrica evita distorções, penalizando quem publica muito, mas é pouco citado, ao mesmo tempo que não supervaloriza autores com apenas um artigo altamente citado.
  • Diferenças entre áreas: o que é considerado um “bom” H-index varia entre campos do conhecimento, devido a diferentes culturas de publicação e citação. Assim, um índice 20 pode ser excelente em uma área e apenas mediano em outra.

Limitações a considerar

Apesar de amplamente aceito, o H-index apresenta algumas limitações:

  • Não considera a idade da carreira, favorecendo pesquisadores mais experientes.
  • É sensível à autoria em artigos altamente citados, especialmente em campos onde grandes colaborações são comuns.
  • Depende da cobertura da base Scopus, podendo diferir do índice obtido em outras bases, como Web of Science ou Google Scholar.

Em síntese, o H-index da Scopus é uma métrica sólida que busca capturar o impacto consistente das publicações de um pesquisador. Calculado automaticamente a partir dos registros indexados na base, é um indicador útil, amplamente aceito e prático, desde que interpretado dentro de seu contexto.

Como consultar o H-index de um Autor?

Consultar o H-index na Scopus é um processo simples e rápido. Basta acessar o site www.scopus.com, selecionar a opção Author Search e inserir o sobrenome do pesquisador no campo Last Name e o primeiro nome ou iniciais em Initials/First Name. Após clicar em Search, a plataforma exibirá uma lista de autores com nomes semelhantes.

Caso existam várias entradas para o mesmo pesquisador, recomenda-se selecionar aquela que reúne o maior número de documentos indexados. Se necessário, é possível refinar os resultados para limitar a busca ou ajustar a forma de exibição dos nomes.

Ao selecionar o autor correto, a Scopus apresenta uma página com suas principais métricas, incluindo número de documentos publicados, total de citações e H-index, além de links que permitem explorar cada indicador em mais detalhes. Também é exibido um gráfico com a distribuição anual das publicações e, logo abaixo, a lista completa de documentos indexados, acompanhados do número de citações recebidas.

A origem e a evolução do H-index na base de dados Scopus

O H-index foi proposto pelo físico Jorge Hirsch, da Universidade da Califórnia em San Diego, como uma forma simples e eficiente de avaliar simultaneamente a produtividade e o impacto das publicações científicas. Graças à combinação equilibrada desses dois elementos, o índice rapidamente ganhou destaque na comunidade acadêmica.

Reconhecendo sua relevância, a Scopus incorporou o H-index como um de seus principais indicadores bibliométricos. O cálculo é totalmente automatizado: o sistema reúne as publicações e citações atribuídas a cada autor e gera o índice de forma imediata, tornando-o facilmente acessível nos perfis individuais.

Ao buscar um pesquisador na Scopus, o H-index aparece de forma clara, acompanhado do total de documentos e citações. A plataforma também apresenta gráficos de desempenho e listas de artigos organizados por número de citações, permitindo identificar rapidamente quais trabalhos contribuem para o índice.

Com o tempo, a Scopus aprimorou essa funcionalidade, permitindo aplicar filtros que recalculam o H-index com base em subconjuntos específicos de publicações, como exclusão de autocitações, delimitação por período ou seleção de tipos documentais. Isso possibilita análises mais precisas e alinhadas às necessidades dos usuários.

Embora frequentemente comparado aos índices de bases como Web of Science ou Google Scholar, o H-index da Scopus pode apresentar variações devido às diferenças de cobertura entre as plataformas. Ainda assim, o método de cálculo segue fiel aos princípios estabelecidos por Hirsch.

Stela Experta©: uma ferramenta completa para avaliar a produção científica da sua IES

O Stela Experta© integra de forma inteligente o H-index da Scopus aos seus relatórios e painéis analíticos, permitindo uma visão qualificada sobre o impacto científico dos docentes de uma Instituição de Ensino Superior (IES). Por meio de um filtro específico do H-index da Scopus, é possível analisar a produção científica publicada em periódicos pelos docentes da instituição.

A plataforma também permite identificar pesquisadores com maior relevância e consistência em suas publicações, considerando tanto a produtividade quanto a influência das citações. Essa integração amplia a precisão das análises e facilita o reconhecimento de lideranças acadêmicas e áreas de excelência em programas de pós-graduação e grupos de pesquisa.

Dessa forma, o Stela Experta© possibilita uma análise quali-quantitativa da produção científica, combinando métricas do H-index com informações contextuais sobre periódicos, áreas de avaliação e linhas de pesquisa. Assim, a plataforma oferece uma visão estratégica que vai além dos números, apoiando gestores e coordenadores na tomada de decisões fundamentadas sobre produção intelectual, colaborações e desempenho institucional. 

Plataforma Stela Experta©

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Soluções para embasar a tomada de decisões estratégicas em ciência, tecnologia e inovação para as IES e ICTIs

Módulo Pesquisa: Solução para apoiar a gestão estratégica nas Instituições de Ensino Superior, integrando diversas fontes de informação nacionais e internacionais em CT&I, possibilitando que o gestor responda de forma ágil e assertiva a questões sobre a produção intelectual, projetos de P&D, perfil e expertises dos docentes, discentes e grupos de pesquisa da instituição, bem com sobre sua infraestrutura laboratorial.

Módulo Pós-Graduação: Solução para avaliar e acompanhar a performance dos PPGs da Instituições de Ensino Superior no decorrer das quadrienais, baseado em critérios utilizados pelas áreas de avaliação da Capes. A partir dos dados da Plataforma Sucupira, possibilita que o gestor realize benchmarkings entre os PPGs da IES e seus programas pares e identifique os docentes que estão acima/abaixo da média em cada indicador monitorado.

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